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Título: Respostas fisiológicas de dois híbridos de palma de óleo ao déficit hídrico.
Autoria: SILVA, P. A.
Afiliação: PRISCILLA ANDRADE SILVA.
Ano de publicação: 2016
Referência: 2016.
Páginas: 85 f.
Conteúdo: A seca é um dos mais importantes fatores de estresse ambiental que limita o cultivo comercial da palma de óleo em áreas tropicais. Portanto, a identificação de híbridos de palma de óleo tolerantes ao déficit hídrico é uma estratégia que pode permitir o cultivo da espécie em regiões tropicais com baixas taxas anuais de precipitação. Assim, esta pesquisa foi realizada a fim de quantificar a magnitude das alterações nas variáveis fisiológicas (potenciais hídrico e de trocas gasosas), bioquímicos (sistema antioxidante e metabolismo primário do carbono) e morfológicas (biometria e biomassa) em dois híbridos de palma de óleo (BRS Manicoré e BRS C 2501) submetidos a seca prolongada (potencial hídrico foliar em tomo de -4,0 MPa) e após a retomada da irrigação, procurando inferir sobre os seus potenciais de tolerância à seca. Os efeitos globais da seca sobre as trocas gasosas, as concentrações foliares de carboidratos e proteínas solúveis totais e atividades de enzimas associadas à fixação de CO2 e síntese de amido e sacarose foram mais expressivos em plantas estressadas de BRS C 2501 do que em plantas do BRS Manicoré. O BRS Manicoré também apresentou um sistema antioxidante mais eficiente para proteger as células contra um estresse oxidativo aos lipídeos de membrana que o BRS C 2501. Os efeitos do déficit hídrico sob o crescimento global não diferiu entre plantas estressadas de ambos os híbridos, no entanto, é digno de nota ressaltar que o BRS Manicoré apresenta crescimento de um sistema radicular mais denso que o BRS C 2501. Tomando em conjunto, o BRS Manicoré apresenta um conjunto de respostas morfofísiológicas e bioquímicas que devem permitir que este híbrido tolere a seca de forma mais satisfatória do que o BRS C 2501. Os efeitos do déficit hídrico nas trocas gasosas e no metabolismo primário do carbono e seus reflexos no crescimento vegetaíivo foliar foram investigados em dois híbridos de palma de óleo (BRS Manicoré e BRS C 2501) com o objetivo de averiguar uma possível tolerância diferencial ao estresse entre esses materiais vegetais. Para isso, as plantas foram submetidas a um prolongado período de déficit hídrico (57 dias) seguido de reidratação. O potencial hídrico foliar na antemanhã (Tam), a taxa de assimilação líquida do CO2 (Á), a condutância estomática (áís)? a transpxração (E), a enciência instantânea do uso da água (A/E) e a razão entre concentração intercelular e ambiente de C02 (C/Ca) foram significativamente diminuídos em resposta ao déficit hídrico progressivo do solo. Entretanto, foi observado que as diminuições ao Tam, na A, na gs, na E e na Â/E foram maiores expressivas para as plantas estressadas do BRS C 2501 que no BRS Manicoré em vários dias de medição ao longo do período de estresse. Este resultado indica uma maior estabilidade do aparato fotossintético e maior eficiência do uso da água nas plantas estressadas do BRS Manicoré. As variáveis bioquímicas, avaliadas no momento da diferenciação da irrigação (dia 0) e quando o Tam das plantas estressadas diminuíram para aproximadamente -2 MPa (dia 21), -3 MPa (dia 34), -4 MPa (dia 57) indicaram que o metabolismo do carbono foi significativamente alterado pelo estresse ambos os híbridos. Os carboidratos primários (amido, glicose e frutose) foram diminuídos em função do estresse, porém, efeitos mais expressivos do déficit hídrico foram observados no BRS C 2501, o qual também apresentou menor concentração de proteínas solúveis totais e maior concentração de ammoácidos totais que o BRS Manicoré. A atividade inicial e final da Rubisco foi mais reduzida no BRS C 2501 que no BRS Manicoré, enquanto este último apresentou um pico maior de atividade da oxidase do glicolato e catalase no dia 57. As plantas estressadas do BRS C 2501 apresentaram maiores perdas de atividade da pirofosforilase da ADP-glicose, sintase da sacarose-fosfato, sintase da sacarose, invertases e desidrogenase do malato-NAD . Durante a reidratação, uma melhor recuperação bioquímica foi observada para as plantas do BRS Manicoré. As diminuições nas trocas gasosas e no metabolismo primário do carbono resultaram em menor crescimento da planta. No entanto, as plantas estressadas do BRS Manicoré apresentaram maiores reduções no crescimento da parte aérea (número de folíolos e massa seca de bulbo) que o BRS C 2501, mas por outro lado as primeiras apresentaram menor redução na massa seca do sistema radícular (42%) que as segundas (59%). Uma vez que as plantas estressadas do BRS Manicoré apresentam menores efeitos globais nas trocas gasosas, nas concentrações de carboidratos e proteínas solúveis totais e nas atividades de enzimas associadas a fixação do CO2 e síntese de amido e sacarose que as plantas estressadas do BRS C 2501 e que essas alterações garantiram às primeiras uma maior disponibilidade de foíoassimilados preferencialmente dirigidos para o crescimento do sistema radicular em detrimento ao crescimento da parte aérea, conclui-se que as plantas do BRS Manicoré devem tolerar mais satisfatoriamente ao déficit hídrico que as plantas do BRS C 2501. A seca é um fator ambientai limitante para o crescimento e rendimento da cultura da palma de óleo. Neste estudo, dois híbridos de palma de óleo (BRS Manicoré e BRS C 2501) foram cultivados em vasos grandes e submetidos a um déficit hídrico durante 57 dias. Foram realizadas análises foliares das trocas gasosas em conjunto com uma avaliação detalhada do sistema antioxidante durante a imposição da seca. Sob déficit hídrico, o potencial hídrico foliar na antemanhã (Tpd) reduziu de forma semelhante em ambos os híbridos. Em paralelo, houve quedas na taxa de assimilação líquida de CO2 (A), nas concentrações de clorofila e atividade total da Rubisco. No gerai, essas reduções foram mais acentuadas no BRS C 2501 do que no BRS Manicoré. As plantas do BRS C 2501 desencadearam respostas mais acentuadas no seu sistema enzimático antioxidante 0Fpd = -2,1 MPa) do que o BRS Manicoré, mas estas respostas foram acompanhados de maiores concentrações de H2O2 e aldeído malônico no BRS C 2510 do que no BRS Manicoré. Com o progresso do déficit hídrico RFpd = -2,9 MPa e abaixo), o BRS Manicoré obteve melhor resposta ao estresse oxidativo através de um sistema antioxidante mais eficaz. Além disso, reduções significativas na atividade da enzima malato-desidrogenase dependente de NADT foram observadas nas plantas estressadas do BRS C 2501. Independentemente do regime hídrico, as concentrações totais de carotenóides, ascorbato e glutationa foram maiores no BRS Manicoré do que no BRS C 2501. Em conclusão, o BRS Manicoré é mais tolerante a seca do que o BRS C 2501, pois o mesmo desenvolve múltiplas estratégias antioxidantes envolvidos tanto em espécies reativas de oxigênio, quanto na dissipação do excesso de energia e/ou redutores equivalentes, principalmente sob estresse hídrico severo.
Thesagro: Dendê
Palavras-chave: Crescimento vegetativo
Metabolismo do carbono
Notas: Tese (Doutorado em Agronomia) - Universidade Federal Rural da Amazônia, Belém, PA. Orientador: Hugo Alves Pinheiro, UFRA; Co-orientadores: Fábio Murilo DaMatta; Roberto Lisboa Cunha, Embrapa Amazônia Oriental.
Tipo do material: Teses
Acesso: openAccess
Aparece nas coleções:Tese/dissertação (CPATU)

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