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Título: Comportamento antipredação de Tetranychus urticae Koch (Trombidiformes: Tetranychidae) em melão.
Autoria: CARVALHO, Y. L. de
Afiliação: YAGO LOURENÇO DE CARVALHO, UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ.
Ano de publicação: 2026
Referência: 2026. 35 f. Dissertação (Mestrado em Fitotecnia) – Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências Agrárias. Fortaleza.
Conteúdo: Interações predador-presa constituem um dos principais mecanismos que moldam a dinâmica populacional e o comportamento das presas. Frente ao risco de predação, diversas espécies de presas podem desenvolver estratégias antipredação, que incluem alterações comportamentais, como uso de refúgios e mudanças na oviposição. Para pequenos artrópodes, estruturas como os tricomas foliares podem ser utilizados como recursos para evitar a predação, sendo de baixo custo energético. Em plantas como o melão (Cucumis melo L.), a elevada densidade de tricomas pode atuar tanto como barreira para predadores e refúgio para fitófagos. Assim, o presente estudo teve como objetivos avaliar 1) Tetranychus urticae Koch utiliza tricomas foliares de melão como estratégia de antipredação? 2) a resposta de T. urticae varia sob diferentes níveis de riscos de predação? 3) a resposta de T. urticae varia frente a exposição aos predadores Neoseiulus idaeus Denmark & Muma (especialista) ou Neoseiulus barkeri Hughes (generalista) modula a resposta de T. urticae? 4) os tricomas interferem no desempenho dos predadores? Para avaliar o comportamento de oviposição de T. urticae foram utilizadas fêmeas do ácaro em folhas de melão sob diferentes riscos de predação: controle (sem exposição ao predador), alto risco (exposição direta ao ácaro predador), médio risco (exposição indireta ao predador) e baixo risco (exposição a simulação de predação por ovos esmagados). A resposta antipredação foi avaliada pela taxa e local (tricoma, área glabra e teia) de oviposição diária. Para avaliar o efeito da presença de tricomas na performance de predação dos predadores foram avaliados o tempo de encontro e o consumo de ovos em folhas com alta (folha de melão) e baixa (folha de feijão-de- porco) densidade de tricomas. Os resultados mostraram que T. urticae é capaz de alterar seu comportamento reprodutivo diante do risco de predação. Foram observadas alterações significativas após a exposição aos predadores ou suas pistas, com maior redução da taxa de oviposição quando exposto ao predador especialista. Observou-se efeito no padrão de local da deposição dos ovos, sendo aumentada a oviposição em teia, e não nos tricomas, indicando que a estrutura não é utilizada como refúgio para oviposição. Na avaliação da performance de predação constatou-se que a maior densidade de tricomas aumentou o tempo de encontro da presa por N. idaeus e reduziu o consumo de ovos para ambos os predadores. Os resultados indicam que T. urticae não utiliza os tricomas foliares de melão como estratégia de antipredação de ovos, preferindo recorrer à oviposição em teia quando exposto ao risco de predação. Todavia, os tricomas de melão parecem influenciar o comportamento de forrageamento dos predadores, reduzindo a eficiência de N. barkeri e N. idaeus na predação de ovos de T. urticae.
Thesagro: Cucumis Melo
Melão
Palavras-chave: Interação tritrófica
Neoseiulus barker
Neoseiulus idaeus
Notas: Orientação: Nívia da Silva Dias.
Tipo do material: Teses
Acesso: openAccess
Aparece nas coleções:Tese/dissertação (CNPAT)

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