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http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/426325| Título: | Líquido da casca de coco verde como fonte de taninos para elaboração de resinas fenólicas. |
| Autoria: | MAIA, F. J. N.![]() ![]() ROSA, M. de F. ![]() ![]() MAZZETTO, S. E. ![]() ![]() |
| Afiliação: | Francisco Jonas Nogueira Maia, UFC; Morsyleide de Freitas Rosa, CNPAT; Selma Elaine Mazzetto, UFC. |
| Ano de publicação: | 2007 |
| Referência: | In: ENCONTRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA EMBRAPA AGROINDÚSTRIA TROPICAL, 5., 2007, Fortaleza. Resumos... Fortaleza: Embrapa Agroindústria Tropical, 2007. |
| Conteúdo: | Durante o beneficiamento da casca de coco verde ( Cocos nucifera}, para produção de fibra e pó, é gerada uma grande quantidade de efluente, conhecido como líquido da casca de coco verde (LCCV}, ainda sem uso ou destino adequados, representando uma fonte poluidora. Este líquido apresenta em sua composição, dentre outras substâncias, um alto conteúdo de polifenólicos, que vem estimulando pesquisas com o intuito de avaliar sua potencialidade como fonte natural de taninos em aplicações de alto valor agregado. O presente trabalho teve como objetivo a fabricação de resina fenólica do tipo líquida, conhecida como resol, utilizando-se o LCCV como fonte alternativa de tanino. Tais resinas têm larga aplicação na impregnação de materiais diversos (papéis, tecidos, madeira etc), na fabricação de adesivos e vernizes, e também podem ser usadas na elaboração de compósitos. O LCCV foi obtido por meio de prensagem das cascas de coco verde, previamente moídas em moinho de martelos. O líquido foi filtrado e a resina foi então preparada pela reação entre LCCV Bruto. FormaJdeído e Hidróxido de Amónio. O sistema foi mantido sob agitação e refluxo por 24 horas a uma temperatura entre 70 e 75°C e, a água remanescente foi removida por extração com sucessivas lavagens com éter etílico, em funil de separação. O produto reacional foi rotaevaporado para remoção do solvente. Em seguida, com o objetivo de preparar compósitos, foram adicionados ao resol obtido do LCCV, resina epóxi (termoendurente) e 0MB como catalisador. A mistura viscosa foi vazada em bandejas rasas, para esfriamento e endurecimento a temperatura ambiente. No que diz respeito à produção da resina, apesar da extração da água não ter sido completamente eficiente, percebeu-se a formação de um material consideravelmente mais viscoso que o líquido original e com aspecto visual diferenciado, evidenciando a ocorrência de reação. Com relação à 1ormação de compósitos, não se observou influência da forma de secagem na qualidade do produto final. Os materiais estruturados obtidos apresentaram separação de fases, uma com características de consistência, dureza e coloração compatível com o resol, e outra com aspecto mais frágil, de cor ligeiramente branca, com uma superfície contendo várias saliências porosas (bolhas). Provavelmente, outras substâncias presentes no líquido, incluindo açúcares e o excesso de água, podem ter interferido na reação e prejudicado a qualidade final da resina, conforme relatado em literatura especializada. Os resultados indicaram a potencialidade do uso dos taninos do LCCV como matéria-prima alternativa para a produção de resinas. Originados de fonte renovável, o uso destas substâncias contribui para minimizar problemas ambientais ocasionados em razão do descarte das cascas de coco verde e também da disposição inadequada do efluente gerado pelo processamento das mesmas |
| Palavras-chave: | Coco verde |
| Tipo do material: | Resumo em anais e proceedings |
| Acesso: | openAccess |
| Aparece nas coleções: | Resumo em anais de congresso (CNPAT)![]() ![]() |
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