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Title: Resiliência e sequestro de carbono por floresta manejada na Amazônia Oriental-Vale do Jari.
Authors: OLIVEIRA, A. M. de
Affiliation: ALBERTO MARTINS DE OLIVEIRA, PPG em Ciências Ambientas-UNIFAP.
Date Issued: 2021
Citation: Macapá, 2021.
Pages: 91 f.
Description: O monitoramento da floresta amazônica para estudos de retenção do carbono é importante para discussão das questões climáticas, como o efeito estufa. Na Amazônia, o manejo florestal pode contribuir para o desmatamento evitado, impedindo a emissão de elevada quantidade de gases, como o CO2, causadores do efeito estuda (GEE). Em parcelas permanentes instaladas pela empresa Jari Florestal em sua área de manejo no vale do Jari e, posteriormente, acompanhadas pela Embrapa, vem sendo realizado, desde 2001, esse monitoramento. Foi realizado o acompanhamento da dinâmica da recuperação da floresta (mortalidade, inclusão e crescimento das arvores nesse período) após a extração de impacto reduzido realizada pela empresa. Com essas informações, é possível inferir se a floresta já recuperou a biomassa perdida durante e após atividade de coleta e transporte das árvores, e qual a taxa de crescimento das espécies estudadas no período já monitorado. O objetivo do estudo foi avaliar as relações da densidade da madeira e variação diamétrica, com a dinâmica populacional de importantes espécies comerciais: Vouacapoua americana Aubl. - acapu, Manilkara spp. - maçaranduba, Qualea ssp. - mandioqueira, Erisma uncinatum Warm - quaruba, para estimar a capacidade de recuperação da biomassa e manutenção do estoque de carbono nessas espécies após o manejo. Foram analisados dados de 15 parcelas permanentes de 1 ha cada, onde todas as árvores foram medidas antes e após a extração da madeira, com pelo menos três remedições ao longo de 20 anos de monitoramento. O diâmetro à altura do peito (DAP), foi calculado a partir da medição da circunferência do tronco da árvore, a 1,30 m do solo. As diferentes densidades da madeira têm forte influência na recuperação do carbono florestal, com destaque para as espécies com densidade intermediária (mandioqueira e quaruba). Nessas espécies, o saldo foi positivo e houve acúmulo e sequestro de carbono nas árvores, enquanto para aquelas de densidade superior, o balanço foi negativo. No caso da mandioqueira, a taxa de acúmulo de carbono foi de 251 kg ha -1 ano-1 . As árvores com diâmetro intermediário são as que apresentam maior crescimento, enquanto a mortalidade é concentrada nas árvores menores. Isso evidencia que a dinâmica da resiliência de recuperação após o distúrbio intermediário do manejo, é menos dependente das árvores mais grossas. Verifica-se assim, que a associação do manejo de florestas nativas da Amazônia com a emissão/sequestro de carbono é dependente do diâmetro das árvores e da espécie. Portanto, recomenda-se que se busque inserir mais espécies com densidade intermediária da madeira no planejamento de corte, evitando a sobre exploração daquelas de alta densidade, como a maçaranduba. Também se deve concentrar o corte em árvores com diâmetros intermediários, evitando derrubar aquelas mais grossas, que, apesar de contribuir menos com o sequestro de carbono, são muito importantes para manutenção do estoque e possuem um papel insubstituível, como "árvores mãe" da floresta.
Thesagro: Efeito Estufa
Biomassa
Manejo
Language: Portugues
Notes: Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais) - Universidade Federal do Amapá, Macapá, AP. Orientador: Marcelino Carneiro Guedes, Embrapa Amapá.
Type of Material: Teses
Access: openAccess
Appears in Collections:Tese/dissertação (CPAF-AP)

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