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Campo DCValorLengua/Idioma
dc.contributor.authorSILVA, P. A.
dc.date.accessioned2026-06-22T17:48:54Z-
dc.date.available2026-06-22T17:48:54Z-
dc.date.created2016-06-07
dc.date.issued2016
dc.identifier.citation2016.
dc.identifier.urihttp://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1046512-
dc.descriptionA seca é um dos mais importantes fatores de estresse ambiental que limita o cultivo comercial da palma de óleo em áreas tropicais. Portanto, a identificação de híbridos de palma de óleo tolerantes ao déficit hídrico é uma estratégia que pode permitir o cultivo da espécie em regiões tropicais com baixas taxas anuais de precipitação. Assim, esta pesquisa foi realizada a fim de quantificar a magnitude das alterações nas variáveis fisiológicas (potenciais hídrico e de trocas gasosas), bioquímicos (sistema antioxidante e metabolismo primário do carbono) e morfológicas (biometria e biomassa) em dois híbridos de palma de óleo (BRS Manicoré e BRS C 2501) submetidos a seca prolongada (potencial hídrico foliar em tomo de -4,0 MPa) e após a retomada da irrigação, procurando inferir sobre os seus potenciais de tolerância à seca. Os efeitos globais da seca sobre as trocas gasosas, as concentrações foliares de carboidratos e proteínas solúveis totais e atividades de enzimas associadas à fixação de CO2 e síntese de amido e sacarose foram mais expressivos em plantas estressadas de BRS C 2501 do que em plantas do BRS Manicoré. O BRS Manicoré também apresentou um sistema antioxidante mais eficiente para proteger as células contra um estresse oxidativo aos lipídeos de membrana que o BRS C 2501. Os efeitos do déficit hídrico sob o crescimento global não diferiu entre plantas estressadas de ambos os híbridos, no entanto, é digno de nota ressaltar que o BRS Manicoré apresenta crescimento de um sistema radicular mais denso que o BRS C 2501. Tomando em conjunto, o BRS Manicoré apresenta um conjunto de respostas morfofísiológicas e bioquímicas que devem permitir que este híbrido tolere a seca de forma mais satisfatória do que o BRS C 2501. Os efeitos do déficit hídrico nas trocas gasosas e no metabolismo primário do carbono e seus reflexos no crescimento vegetaíivo foliar foram investigados em dois híbridos de palma de óleo (BRS Manicoré e BRS C 2501) com o objetivo de averiguar uma possível tolerância diferencial ao estresse entre esses materiais vegetais. Para isso, as plantas foram submetidas a um prolongado período de déficit hídrico (57 dias) seguido de reidratação. O potencial hídrico foliar na antemanhã (Tam), a taxa de assimilação líquida do CO2 (Á), a condutância estomática (áís)? a transpxração (E), a enciência instantânea do uso da água (A/E) e a razão entre concentração intercelular e ambiente de C02 (C/Ca) foram significativamente diminuídos em resposta ao déficit hídrico progressivo do solo. Entretanto, foi observado que as diminuições ao Tam, na A, na gs, na E e na Â/E foram maiores expressivas para as plantas estressadas do BRS C 2501 que no BRS Manicoré em vários dias de medição ao longo do período de estresse. Este resultado indica uma maior estabilidade do aparato fotossintético e maior eficiência do uso da água nas plantas estressadas do BRS Manicoré. As variáveis bioquímicas, avaliadas no momento da diferenciação da irrigação (dia 0) e quando o Tam das plantas estressadas diminuíram para aproximadamente -2 MPa (dia 21), -3 MPa (dia 34), -4 MPa (dia 57) indicaram que o metabolismo do carbono foi significativamente alterado pelo estresse ambos os híbridos. Os carboidratos primários (amido, glicose e frutose) foram diminuídos em função do estresse, porém, efeitos mais expressivos do déficit hídrico foram observados no BRS C 2501, o qual também apresentou menor concentração de proteínas solúveis totais e maior concentração de ammoácidos totais que o BRS Manicoré. A atividade inicial e final da Rubisco foi mais reduzida no BRS C 2501 que no BRS Manicoré, enquanto este último apresentou um pico maior de atividade da oxidase do glicolato e catalase no dia 57. As plantas estressadas do BRS C 2501 apresentaram maiores perdas de atividade da pirofosforilase da ADP-glicose, sintase da sacarose-fosfato, sintase da sacarose, invertases e desidrogenase do malato-NAD . Durante a reidratação, uma melhor recuperação bioquímica foi observada para as plantas do BRS Manicoré. As diminuições nas trocas gasosas e no metabolismo primário do carbono resultaram em menor crescimento da planta. No entanto, as plantas estressadas do BRS Manicoré apresentaram maiores reduções no crescimento da parte aérea (número de folíolos e massa seca de bulbo) que o BRS C 2501, mas por outro lado as primeiras apresentaram menor redução na massa seca do sistema radícular (42%) que as segundas (59%). Uma vez que as plantas estressadas do BRS Manicoré apresentam menores efeitos globais nas trocas gasosas, nas concentrações de carboidratos e proteínas solúveis totais e nas atividades de enzimas associadas a fixação do CO2 e síntese de amido e sacarose que as plantas estressadas do BRS C 2501 e que essas alterações garantiram às primeiras uma maior disponibilidade de foíoassimilados preferencialmente dirigidos para o crescimento do sistema radicular em detrimento ao crescimento da parte aérea, conclui-se que as plantas do BRS Manicoré devem tolerar mais satisfatoriamente ao déficit hídrico que as plantas do BRS C 2501. A seca é um fator ambientai limitante para o crescimento e rendimento da cultura da palma de óleo. Neste estudo, dois híbridos de palma de óleo (BRS Manicoré e BRS C 2501) foram cultivados em vasos grandes e submetidos a um déficit hídrico durante 57 dias. Foram realizadas análises foliares das trocas gasosas em conjunto com uma avaliação detalhada do sistema antioxidante durante a imposição da seca. Sob déficit hídrico, o potencial hídrico foliar na antemanhã (Tpd) reduziu de forma semelhante em ambos os híbridos. Em paralelo, houve quedas na taxa de assimilação líquida de CO2 (A), nas concentrações de clorofila e atividade total da Rubisco. No gerai, essas reduções foram mais acentuadas no BRS C 2501 do que no BRS Manicoré. As plantas do BRS C 2501 desencadearam respostas mais acentuadas no seu sistema enzimático antioxidante 0Fpd = -2,1 MPa) do que o BRS Manicoré, mas estas respostas foram acompanhados de maiores concentrações de H2O2 e aldeído malônico no BRS C 2510 do que no BRS Manicoré. Com o progresso do déficit hídrico RFpd = -2,9 MPa e abaixo), o BRS Manicoré obteve melhor resposta ao estresse oxidativo através de um sistema antioxidante mais eficaz. Além disso, reduções significativas na atividade da enzima malato-desidrogenase dependente de NADT foram observadas nas plantas estressadas do BRS C 2501. Independentemente do regime hídrico, as concentrações totais de carotenóides, ascorbato e glutationa foram maiores no BRS Manicoré do que no BRS C 2501. Em conclusão, o BRS Manicoré é mais tolerante a seca do que o BRS C 2501, pois o mesmo desenvolve múltiplas estratégias antioxidantes envolvidos tanto em espécies reativas de oxigênio, quanto na dissipação do excesso de energia e/ou redutores equivalentes, principalmente sob estresse hídrico severo.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectCrescimento vegetativo
dc.subjectMetabolismo do carbono
dc.titleRespostas fisiológicas de dois híbridos de palma de óleo ao déficit hídrico.
dc.typeTeses
dc.subject.thesagroDendê
dc.description.notesTese (Doutorado em Agronomia) - Universidade Federal Rural da Amazônia, Belém, PA. Orientador: Hugo Alves Pinheiro, UFRA; Co-orientadores: Fábio Murilo DaMatta; Roberto Lisboa Cunha, Embrapa Amazônia Oriental.
dc.format.extent285 f.
riaa.ainfo.id1046512
riaa.ainfo.lastupdate2026-06-22
dc.contributor.institutionPRISCILLA ANDRADE SILVA.
Aparece en las colecciones:Tese/dissertação (CPATU)

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