Por favor, use este identificador para citar o enlazar este ítem: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1187083
Registro completo de metadatos
Campo DCValorLengua/Idioma
dc.contributor.authorSOUZA, A. P.
dc.contributor.authorMARIANTE, A. da S.
dc.date.accessioned2026-05-26T12:48:34Z-
dc.date.available2026-05-26T12:48:34Z-
dc.date.created2026-05-26
dc.date.issued1999
dc.identifier.citationIn: SIMPÓSIO DE RECURSOS GENÉTICOS PARA AMÉRICA LATINA E CARIBE, 2., 1999, Brasília, DF. Recursos genéticos: segurança alimentar para o terceiro milênio: anais. Brasília, DF: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, 1999.
dc.identifier.urihttp://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1187083-
dc.descriptionLogo após o descobrimento, os portugueses trouxeram ao Brasil algumas raças de origem européia, que sofreram um processo de seleção natural que perdura por 400 anos. Estes animais foram interiorizados pelos colonizadores como animais de tração e subsistência, e deram origem às raças conhecidas como Crioulas e dentre elas, uma das mais importantes é a Caracu. Existem várias versões para origem do nome Caracu. Uma delas é a de que o nome Caracu é a denominação reduzida de Cara Curta, outra é que pode ter surgido de Caariaçu, que é um cervídeo vermelho, ou ainda da expressão tupi-guarani Cara-cub, onde cara significa curral e cub, deter. Os troncos Aquitânico e Ibérico apresentam semelhança morfológica com o gado Caracu e sugere-se que seja descendente direto de Bos taurus Ibéricos e Bos taurus Aquitânicos, das raças Minhota, Mirandesa, Arouqueza, Alentejana e Barrozã. No início do século XX, já existia preocupação com a conservação e melhoramento do gado Caracu. Em 1916 já havia uma distinção entre duas “variedades”: Caracu velho estilo e Caracu novo estilo, sugerindo que tivesse sido introduzido “sangue” de outras raças no Caracu. Em 1938 se observava uma diminuição na altura dos animais o que pode ter sido causado por um aumento na consangüinidade. A seleção, quando mal orientada, poderá acarretar uma grande redução na variabilidade genética causando uma depressão pela endogamia. O uso de reprodutores zebuínos e erros primários de seleção, associados à acentuada consangüinidade, determinaram o declínio da raça. Em 1965 o “Herd Book” Caracu foi fechado enquanto que em 1969 foi fechada a própria Associação de Criadores da Raça Caracu. Graças ao esforço de alguns criadores, em 1980 a Associação é reaberta e em 1981 foram localizados 28 criadores distribuídos em 21 municípios, totalizando 12.386 cabeças. Em 1990, o número de criadores aumentou para 156 totalizando 18.601 cabeças. A inclusão de alguns animais desta raça em provas de ganho de peso, realizadas pelo Instituto de Zootecnia de São Paulo, foi um fator determinante na recuperação da raça. Atualmente são aproximadamente 40.000 animais registrados, o que determina que esta raça não esteja mais classificada como em perigo de extinção . A trajetória dos fatos pode determinar um processo de extinção ou viabilização de uma raça. O caso do Caracu pode ser considerado como um dos maiores sucessos na recuperação de uma raça ameaçada de extinção.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.titleBovino Caracu: exemplo de recuperação de uma raça ameaçada de extinção.
dc.typeResumo em anais e proceedings
dc.subject.thesagroConservação
riaa.ainfo.id1187083
riaa.ainfo.lastupdate2026-05-26
dc.contributor.institutionA. P. SOUZA, UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA; ARTHUR DA SILVA MARIANTE, CENARGEN.
Aparece en las colecciones:Resumo em anais de congresso (CENARGEN)

Ficheros en este ítem:
Fichero Descripción TamañoFormato 
Souza2.pdf5,37 kBAdobe PDFVista previa
Visualizar/Abrir

FacebookTwitterDeliciousLinkedInGoogle BookmarksMySpace