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Título: Valor nutricional de forrageiras em sistema silvipastoril em consorciação no período seco: avaliação por simulação de pastejo.
Autoria: MOURA, L. F.
BARBÉRIO, A.
PASQUINI NETO, R.
SANTOS, S. A.
PEZZOPANE, J. R. M.
COSTA, C.
Afiliação: LAYSA FONTES MOURA, UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO; AMANDA BARBÉRIO, CENTRO UNIVERSITÁRIO CENTRAL PAULISTA; ROLANDO PASQUINI NETO, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO; SANDRA APARECIDA SANTOS, CPPSE; JOSE RICARDO MACEDO PEZZOPANE, CPPSE; CINIRO COSTA, UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO.
Ano de publicação: 2025
Referência: In: JORNADA CIENTÍFICA EMBRAPA DE SÃO CARLOS, 17., 2025, São Carlos, SP. Anais... São Carlos, SP: 2025. p. 39.
Conteúdo: A qualidade nutricional das plantas forrageiras impacta diretamente a composição da dieta e a produtividade dos bovinos em pastejo, sobretudo no período da seca. Sob esta visão, a simulação de pastejo mostra-se uma técnica valiosa, por representar a dieta selecionada pelos animais, fornecendo dados relevantes sobre o valor nutricional da pastagem. Este estudo teve como objetivo determinar o valor nutricional de forrageiras em consórcio de gramíneas (Urochloa brizantha cv. BRS Piatã e Urochloa decumbens cv. Basilisk) com a leguminosa feijão-guandu (Cajanus cajan cv. BRS Mandarim) em um sistema silvipastoril (SPS) com árvores nativas. O experimento foi realizado na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), nos meses de julho a outubro de 2022, monitorando o comportamento do consumo de seis bovinos da raça Canchim durante a estação seca. As observações foram efetuadas mensalmente, considerando três dias consecutivos de avaliação. A simulação do pastejo foi realizada por meio da colheita de amostras de forragem (Urochloa e Cajanus cajan), analisando cuidadosamente o local previamente pastejado pelos animais, além de considerar a profundidade do bocado e a fração da planta consumida. Adotou-se o método scan sampling de observação direta, realizado durante o período de 8 às 16 h, destacando o pico de pastejo da manhã e da tarde. O evento de avaliação foi conduzido por um único observador, a fim de garantir uma amostra, de aproximadamente 500g (material verde), representativa e similar do consumo de cada espécie forrageira pelos animais presentes na área experimental. Em seguida, as amostras foram homogeneizadas, secas em estufa de circulação forçada de ar a 65º C por 72 h, moída e encaminhada para análise bromatológica de proteína bruta (PB) e digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS). Os dados foram submetidos à análise de variância e comparação de médias pelo teste de Fisher a 5%, utilizando o PROC MIXED do SAS. Os resultados demonstram que o feijão-guandu apresentou maior teor de PB (21,4%), entretanto a menor digestibilidade (34,1%). As gramíneas U. decumbens e piatã apresentaram, respectivamente, menor teor de PB (7,0% e 6,5%), porém com maior DIVMS (57,0% e 56,1%). Essas diferenças apontam complementaridade entre as espécies em consórcio, sendo o feijão-guandu destacado pela importante fonte proteica e as gramíneas pela fonte fibrosa e baixo teor proteico. Assim, o consórcio é estratégico durante a seca, por disponibilizar uma dieta balanceada aos animais, com consequente melhoria no desempenho animal e redução da necessidade de suplementação.
Thesagro: Pastejo
Silvicultura
Forragem
Simulação
Brachiaria Brizantha
Gramínea
Guandu
Cajanus Cajan
NAL Thesaurus: Urochloa brizantha
Urochloa decumbens
Palavras-chave: Simulação de pastejo
BRS Piatâ
Basilisk
Feijão-guandu
BRS Mandarim
Série: (Embrapa Pecuária Sudeste. Eventos Técnicos & Científicos, 4)
ISSN: 2966-0289
Notas: Financiamento: Embrapa
Tipo do material: Resumo em anais e proceedings
Acesso: openAccess
Aparece nas coleções:Resumo em anais de congresso (CPPSE)


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