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Título: Composição química da cera epicuticular de biótipos de azevém.
Autoria: GUIMARÃES, A. A.
SANT'ANNA, S. J.
FERREIRA, E. A.
VARGAS, L.
SILVA, A. A. de
VIANA, R. G.
CONCENÇO, G.
ASPIAZU, I.
GALON, L.
Afiliação: LEANDRO VARGAS, CNPT.
Ano de publicação: 2008
Referência: In: CONGRESSO BRASILEIRO DA CIÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS, 26.; CONGRESO DE LA ASOCIACION LATINOAMERICANA DE MALEZAS, 18., 2008, Ouro Preto. A ciência das plantas daninhas na sustentabilidade dos sistemas agrícolas: palestras apresentadas. Sete Lagoas: SBCPD: Embrapa Milho e Sorgo, 2008.
Conteúdo: Objetivou-se com este trabalho determinar a composição química da cera epicuticular dos biótipos de azevém (Lolium multiflorum) resistente e sensível ao glyphosate, buscando relações entre suas características e a resistência dos biótipos ao produto. A cera epicuticular foi extraída e quantificada, e os seus constituintes, analisados por cromatografia em fase gasosa, acoplada a espectrômetro de massa (CG-EM). Para determinação da composição química, amostras de lâmina foliar foram retiradas 30 dias após a emergência das plantas, coletando-se a primeira folha com lígula totalmente visível. A quantidade de cera epicuticular extraída foi maior nas folhas do biótipo de azevém suscetível, todavia sem diferir estatisticamente do biótipo resistente. São os álcoois os compostos mais abundantes observados na cera epicuticular dos biótipos, representados por apenas um composto, o hexacosa-1-ol (46,80% no biótipo resistente e 52,20% no suscetível). Os hidrocarbonetos foram encontrados em maior proporção no biótipo resistente, chegando a 27,69% no resistente e 24,97% no suscetível. Os hidrocarbonetos (compostos pouco polares) presentes na cera epicuticular podem conferir maior dificuldade de absorção do glyphosate (herbicida polar). Ao se comparar a polaridade da cera epicuticular dos biótipos de azevém, constatou-se que tanto no biótipo resistente quanto no suscetível a cera epicuticular apresentou mais de 50% de componentes polares (álcoois e aldeídos) em sua constituição, sendo esse valor igual a 69,80% no biótipo resistente e 64,94% no biótipo suscetível. Por meio dessa caracterização apresentada, pode-se afirmar que existem pequenas diferenças na cera epicuticular dos biótipos de azevém resistente e suscetível ao glyphosate; o biótipo resistente apresentou grau de polaridade pouco superior ao do biótipo suscetível, porém essa diferença não pode ser considerada marcante a ponto de determinar maior ou menor tolerância de um biótipo ou outro ao herbicida glyphosate.
Thesagro: Azevém
Tipo do material: Artigo em anais e proceedings
Acesso: openAccess
Aparece nas coleções:Artigo em anais de congresso (CNPT)

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