Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1186172
Título: Bioinsumo a base de neem indiano e cravo-da-índia como alternativa de controle da antracnose do cajueiro-anão.
Autoria: BORBA, R. N. de S.
Afiliação: RODRIGO NOBRE DE SOUZA BORBA, UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ.
Ano de publicação: 2026
Referência: 2026. 65 f. Dissertação (Mestrado em Reaproveitamento de Recursos Naturais) - Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza.
Conteúdo: O cajueiro (Anacardium occidentale, L.) é uma planta frutífera amplamente disseminada no nordeste brasileiro, apresentando-se como de suma importância para a socioeconomia local. No que diz respeito as doenças do cajueiro, a antracnose causada por várias espécies do gênero Colletotrichum ssp. se configura uma das doenças fúngicas com maior importância do cultivar, com maior incidência em regiões litorâneas e nos sertões de altitude. O controle da doença sobre o cultiva já é muito bem determinada com o emprego de agentes fungicidas químicos sintéticos, podas de limpeza e técnicas fitossanitárias. Contudo, o presente trabalho teve como objetivo entender como se comporta (in vitro e in vivo) o agente causal da antracnose em cajueiro frente uma formulação antifúngico natural patenteada a base de extrato entanólico de raiz de neem indiano e óleo essencial de cravo-da-índia. Para os ensaios in vitro foi utilizada a) metodologia de crescimento micelial em meio de cultura e b) a quantificação da germinação de conídio em 24h utilizando diferentes concentrações da formulação variando de 200-2000 mg.L -1 para ambos os ensaios. Para a estudo in vivo foi usada a metodologia de disco de folha, onde a formulação foi aplicada sobre o disco em diferentes concentrações (1200-2000 mg.L -1 ) e diferentes espações de tempo (0, 3 e 7 dias) entre a aplicação da formulação e a inoculação do patógeno. De acordo com os dados coletados para o estudo in vitro foi observado que as concentrações de 200, 400 e 600 mg.L -1 , não influenciaram significativamente a inibição do crescimento micelial, já nas concentrações mais elevadas 1200, 1400, 1600, 1800 e 2000 mg.L -1 , observou-se atrasos no crescimento micelial medidos nos 3, 4, 4, 7 e 8 dias, respectivamente. Nas duas doses mais elevadas (1800 e 2000 mg.L -1 ) o efeito residual da formulação tem maior poder de inibir o crescimento micelial por muito mais tempo, onde a concentração de 2000 mg.L -1 inibiu o crescimento fúngico cerca de 85,82%. A aplicação da formulação potencializou a formação do tubo germinativo dos conídios em todas as concentrações testadas, contudo não foi possível observar formação de apressório nos tubos germinados. De acordo com resultados do ensaio in vivo em disco de folha foi possível observar que todas as concentrações aplicadas no dia 0 não apresentaram potencial em inibir a ação do fungo sobre o tecido foliar em comparação com o dia 7, onde a severidade se mostrou estatisticamente menor. Com isso, a formulação natural é uma alternativa para o controle da antracnose.
Thesagro: Caju
Palavras-chave: Produtos naturais
Cajueiro
Colletotrichum ssp
Notas: Co-orientador: Dr. Marlon Vagner Valentim Martins.
Tipo do material: Teses
Acesso: openAccess
Aparece nas coleções:Tese/dissertação (CNPAT)

Arquivos associados a este item:
Arquivo TamanhoFormato 
TS-2026.002-Rodrigo-Borba.pdf1,64 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir

FacebookTwitterDeliciousLinkedInGoogle BookmarksMySpace