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Título: Custos e benefícios de colonos em áreas de fruticultura irrigada: o caso de Curu-Paraipaba, CE.
Autoria: VASCONCELOS, H. E. M.
Afiliação: Helenira Ellery Marinho Vasconcelos, CNPAT.
Ano de publicação: 2008
Referência: In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 20.; ANNUAL MEETING OF THE INTERAMERICAN SOCIETY FOR TROPICAL AGRICULTURE, 54., 2008, Vitória. Livro de resumos. Vitória: Incaper, 2008.
Conteúdo: Uma das vias de desenvolvimento apresentadas para redução da pobreza do Nordeste é a implantação de áreas irrigadas, com uso intensivo de tecnologias para produção de frutas "in natura", tendo em vista, primordialmente, o atendimento de demandas oriundas do mercado internacional. Esta pesquisa se desenvolve em meio a esta temática, com o objetivo de entender a pertinência desta via de intervenção com propósitos de redução da pobreza das populações rurais da Região. Para tanto, delimitou como área de estudo áreas irrigadas que se estendem ao longo do Vale do Rio Guru, região típica do semi-árido nordestino, espaço tradicionalmente produtor de carne, couros e peles, algodão, cera de carnaúba, milho, farinha, mamona, rapadura e mel. Desafiando a natureza e as tradições culturais, essa Região começa, a partir de 1964, a ser foco de uma intervenção estatal, dando origem a grandes empresas de produção de álcool, cujo maior exemplo foi a AGROVALE 1 • De fato, a modernização do Vale do Guru iniciou-se a partir dos anos 60, quando o DNOGS, com objetivo explícito de transmitir conhecimentos e incentivos para o desenvolvimento da agricultura irrigada, ali implantou um Posto Agrícola. Não demorou muito para que, nessa mesma propriedade, o DNOGS construísse o Projeto de Irrigação Guru-Pentecoste beneficiando irrigantes particulares que pagavam ao Governo o acesso à água disponibilizada por um sistema de canais implantados pelo DNOGS, que se estendia ao longo da bacia de irrigação dos açudes. Esses irrigantes projetavam e implantavam suas estruturas de captação, adução e distribuição de água sem interferência direta dos Governos, demarcando a chamada a fase hidráulica e que serviu como bem analisa Diniz (2002, p. 22) "mais como moeda de negociação entre a elite local e o governo federal do que como vetor de mudança das condições socioeconômicas".
Palavras-chave: Fruticultura irrigada
Tipo do material: Artigo em anais e proceedings
Acesso: openAccess
Aparece nas coleções:Artigo em anais de congresso (CNPAT)

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